26 de novembro de 2016

Desabafos e sentires de 2016.

Estava para aqui a pensar, com os meus botões, em todas as mudanças que 2016 nos trouxe, a nós como família de quatro. Depois de 2015 nos ter brindado com o nascimento do nosso segundo bebé, com uma mudança de casa, e me ter proporcionado um ano inteirinho de mamã a tempo inteiro (e que agradeço todos os dias por ter conseguido acompanhar os meus príncipes na primeira fila, durante tantas e tantas etapas importantes. Soube-me tão bem, que continuo a não me arrepender por um segundo que seja, de ter pedido a licença de maternidade alargada. Um privilégio.)
Bem mas estava para aqui a pensar em 2016,... que começou com o meu regresso ao trabalho depois de 12 meses em casa. 2016 ficou marcado pela decisão conjunta de vendermos a moradia para a qual nos tínhamos acabado de mudar e que dizíamos ser para a vida. Penso muitas vezes que esta nossa decisão esteve relacionada com o meu regresso à vida real, ao facto de voltar a trabalhar fora de casa das 8h às 18h todos os dias. Deveu-se ao facto de não termos tempo para usufruir da casa, ao desconforto que uma casa grande nos provocava nesta correria do dia a dia (tudo era demasiado longe, tudo custava a fazer e demorava tempo -- coisa que não tínhamos. O stress de ver crescer dois bebés numa casa que não nos era confortável e prática, e segura talvez. Escadas e mais escadas, o meu cansaço acumulado, foram trazendo certezas que não nos estávamos a adaptar ao que achávamos que era o nosso sonho.) 2016 trouxe-nos essa realidade, que os sonhos por vezes podem mudar, que podem deixar de ser os nossos sonhos. Nós, tivemos a coragem de mudar, de pensar em nós, no nosso bem estar, como casal, como família. Fomos uns corajosos e eu tenho imenso orgulho nisso. Vendemos a casa no espaço de poucos meses (entretanto alugamos um T3 maravilhoso), e embarcamos no sonho de encontrar o apartamento ideal para nós: grande, prático, de um só piso e novinho em folha, com tudo escolhido por nós e para nós. E esse apartamento vai aparecer, logo, logo. ♥

9 comentários:

  1. A tua história fez-me pensar sempre muito. Quanto vejo moradias grandes, vistosas penso imediatamente que deve ser um espanto ter uma casa assim. Mas depois lembro-me da tua história, porque me parece que faz todo o sentido o que dizes. E revejo os meus pais que têm uma casa grande onde passam pouquíssimo tempo e da qual pouco usufruem. O meu sonho é uma casa térrea, com espaço mas térrea. Sem escadas, sem perigos. Mas para já posso dizer que não sinto necessidade de me mudar, de sair do apartamento que foi a primeira compra conjunta como casal.

    Foi uma grande decisão, a vossa. Arrojada, mas acertada. Parabéns pela coragem.

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  2. Colocaram a vossa felicidade acima de tudo e têm todo o mérito por isso. Eu neste momento tenho todo um turbilhão de sentimentos em relação à mudança de casa. Espero perceber o que é melhor para nós como vocês perceberam. Para já vou pensando e espero que 2017 me dê algumas respostas.

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  3. Desejo-te toda a sorte... arriscaste e vais vencer!

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  4. Felicidade primeiro! Adoro esse exemplo de vida! =D

    Um beijinho dourado,
    O Biquíni Dourado
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  5. Uma casa grande dá muito trabalho!! Boa sorte na procura do novo apartamento!!

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  6. Casa é onde nos sentimos bem... Felizes, confortáveis, de onde não apetece sair, onde sentimos que ali é o nosso mundo... Vocês arriscaram e arriscaram bem! E em breve vai aparecer a vossa casa, o vosso mundo! ;)

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  7. Um ano de mudança e de corajosas decisões.
    Claro que o apartamento certo há-de aparecer. Vocês merecem.
    Que 2017 seja mais um ano de alegrias!

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  8. São decisões destas que realmente fazem sentido na vida. Nem sempre temos a coragem para as tomar. Parabéns por saberes aquilo que de facto importa e ires em frente!

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