29 de julho de 2015

Coimbra. Portugal dos Pequenitos.

Com esta questão da mudança, da venda de casa, das correrias que tudo isto implica estava a ver a minha licença de maternidade a avançar, os dias a correr e eu, a não aproveitar nada... a não ser andar em limpezas e arrumações. Sendo assim, estipulamos cá em casa que, pelo menos, uma vez por mês vamos passar um dia diferente, fora do nosso Porto. Fazer algo diferente. Sair de manhã e voltar ao fim do dia. Sendo assim, e para não deixar fugir o mês de julho, sábado passado rumamos a Coimbra e fomos pela primeira vez com o Diogo e o Dinis ao Portugal dos Pequenitos. Claro que foi cansativo, mas foi igualmente bom. O Dinis portou-se lindamente tanto na viagem, como por lá. Andou no carrinho, no sling, e não faltaram gargalhadas. Parecia que percebia que estava a viver um dia diferente. Um amor este bebé. Quanto ao Diogo, foi uma excitação que só vista. Correu, e correu, e abriu e fechou janelas, e subiu e desceu, e entrou e saiu das casinhas vezes sem conta… e correu e correu… uma canseira… Não sabia para onde se virar tal o encantamento. 

O Portugal dos Pequenitos está lindo. As casas estão arranjadas, limpas e pintadas de fresco. O espaço está acolhedor. E comemora os 75 anos! O bilhete dá acesso a sair do espaço para, por exemplo, almoçar e regressar da parte da tarde pelo mesmo valor. Dá também direito a um gelado Super Maxi que fez as delícias do Diogo. É bom ver Portugal assim, a cuidar dos nossos espaços, dos sitios que nos fazem recordar a nossa infância. Aprovado!






Dois irmãos. Partilha de quarto ou não.

Estávamos nós no T2 e eu achava que a mudança de casa me ia trazer a possibilidade de fazer um quarto para cada um dos D’s. Tinha a certeza que era o melhor. Mas as certezas nestas coisas da maternidade são tão relativas que quando comecei a idealizar os quartos não consegui separa-los. Não consegui não lhes dar a hipótese de dormirem no mesmo quarto, de partilharem cumplicidades se assim o entenderem. Dois bebés, rapazes e com idades tão próximas não me pareceu justo separá-los. Não fui capaz. Sendo assim, estou a decorar um quarto para dormirem, junto ao quarto dos papás, e para brincadeiras mais calmas. E depois, junto ao nosso escritório estamos a idealizar um quarto onde ficam os brinquedos e pistas de carros, e as tendas, e as mesas de pintura e afins… Não sei se é o melhor. Não sei o que dizem as pedagogias (mas há teorias para tudo certo?) mas para mim esta foi a melhor solução. Aquela que me descansa mais o coração. Se os separasse agora, tirava-lhes esta possibilidade de partilha. Ao juntá-los, estou a dar-lhes essa opção e poderão mais tarde optar por ter cada um o seu espaço se assim o entenderem. Mais uma vez não acredito que haja certos e errados nestas escolhas, mas sim diferentes opções. E só temos de ouvir o nosso coração para decidir o que pensamos ser o melhor. E para já, a nossa opção foi esta.

28 de julho de 2015

Cenas de uma mãe de dois.

Ter um filho é tão simples, tão fácil... pena que só percebemos isso quando temos o segundo! :)

24 de julho de 2015

29/52 de 2015

Não, esta semana ainda não estamos na casa nova. Isto tem sido um caos complicado de gerir. E se alguma vez na vida me perguntarem qual a minha opinião sobre mudanças de casa em tempo de licença de maternidade, aqui fica registado para não esquecer: "Não. Não se metem nisso. Esqueçam, essa loucura! Vale tudo. até mudar de casa aos 9 meses de gravidez. Mas depois de um parto nunca!". As nossas hormonas não estão alinhadas, o caos parece maior do que é. Começamos a duvidar de tudo, das nossas opções e pior... duvidamos de nós. Começamos a sentir culpa pelo tempo que gastamos a desencaixotar e a limpar e a arrumar, em prol de beijinhos e miminhos e passeios com os príncipes. Não. Mudanças nesta fase minhas meninas, esqueçam.
Faz hoje 1 mês que estamos em casa dos meus pais. 1 mês.

Mas depois temos domingos assim. Onde nos esquecemos dos caixotes, das limpezas e usufruímos da nossa cidade e de momentos únicos a quatro. Preciso de mais momentos assim. Top.


"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

23 de julho de 2015

Cenas de um filho.

[ML] -- Como se chama a mamã?
[Diogo] -- Lili
[ML] -- Como se chama o papá?
[Diogo] --  P...

Diogo 32 meses.

E pronto é isto. :)

22 de julho de 2015

De que é que tenho saudades?

Claro que ter um filho é ótimo, e ter dois é o melhor do mundo. Mas não é por isso que deixo de ter saudades de coisas do tempo "Antes dos D's". Coisas essas que tenciono arranjar tempo para as voltar a fazer com mais regularidade. Eis algumas delas:
  • fazer sushi em casa;
  • fins de semana, ou meia dúzia de dias de férias a dois;
  • noitadas de pizza e séries no sofá;
  • jantar sushi take-away, com calma e não a devorá-lo com a pressa e o stress de ter um bebé a pedir mama e outro a pedir desenhos e popós;
  • ir ao cinema (vergonha! Já nem me lembro do último filme que fui ver!);
  • jantar fora de horas;
  • cozinhar com calma e de super-bock na mão.
Coisas simples.

A ponta do iceberg.


Quase sempre é assim, e só deslumbramos a ponta do iceberg. Nem sempre, que isto há gente que parece que nasceu dentro de uma bolha e tudo lhe aparece feito. E o que não aparece pedem. O que esta gente gosta de pedir.
Sou só eu que me sinto intimidada/constrangida em pedires coisas várias, favores? É que não tenho mesmo lata. Possivelmente, eu é que estou a ser totó.

17 de julho de 2015

O melhor do meu mundo?

Ser mãe. Tão simples.

Se há dias em que pareço uma mamã à beira de um ataque de nervos? Sim há. Muitos, demasiados às vezes. Mas depois paro, penso e olho para os dois juntos e tudo parece resolver-se. Hoje, por exemplo, a noite não foi fácil, o Dinis estava com apetites e mamou às 21h, 02:30h, 04:30h, 06:30h e 8:30h. Eu acordei cheia de dores nas costas. Mas agora estou aqui com eles, deitados no chão da sala, a rir e a sorrir. A apresentar os manos um ao outro, e a ensinar-lhes brincadeiras e a mostrar que os miminhos se fazem devagarinho e não à bruta como o Diogo gosta de fazer. E sorrio. Sorrio muito pela sorte que tenho.

Pareço bipolar, eu sei. Uns dias bem, e com infinita paciência e outros em que só me apetece fugir, e gritar. Mas ser mãe também é isto, ou não?!

16 de julho de 2015

25/52, 26/52, 27/52, 28/52 de 2015

Estas últimas quatro semanas tinham de ser, assim, compiladas num só post. A verdade é que têm sido semanas de muitas mudanças, de diversos e confusos sentires mas também de muita esperança e sonhos concretizados.
Primeiro a mudança de casa. O deixar o apartamento onde fomos tão felizes. O empacotar sentires, e memórias.
Depois, o renovar. As constantes idas ao Ikea. As novidades, as coisas novas. A felicidade do Diogo em cada compra e em cada volta de carrinho.
De seguida, a chegada a casa da avó. A surpresa do nos olhos do Diogo por ficarmos lá a dormir os quatro. Os risos e a felicidade dele.
Por fim, as brincadeiras dos manos em casa da avó. A estadia que se prolonga mais do que eu desejava, mas com o coração a dizer-me que não teríamos melhor lugar para estar. Mas agora estamos em modo espera e em contagem decrescente para mudarmos definitivamente para a nossa nova casa. Venha ela. A mudança.





"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

Da blogosfera e da vida em geral.

Estou com trinta minutos livres, e não me apetece fazer nada do muito que tenho de fazer, sendo assim resolvi abrir o portátil e ler alguns blogs e respetivas caixas de comentários (algumas delas são verdadeiros tesouros). E a verdade é que a inveja que por aí anda é tanta mas tanta que dá vontade de não publicar nem partilhar mais nada. É assustador como as pessoas criticam tudo, nada escapa! Roupa, gostos pessoais, gastos e preço das coisas, locais de férias, a unha encravada do pé esquerdo, os joelhos, a roupa, o nariz, o cabelo, o papel de parede, tudo... mas tudo é motivo de critica, muita critica disfarçada de inveja. Caramba, quando é que aprendemos que não é a deitar o outro abaixo que ficamos melhor? Quem me dera conseguir o poder de compra que algumas bloggers aparentam ter, mas não é por isso que vou dizer que tudo que compram, usam e vestem é horrível certo?! 
Há coisas que nunca vou perceber!

15 de julho de 2015

Recordar. Tempo. Momentos felizes.

Os miúdos dormem e eu aproveito para organizar fotografias e álbuns. E é (também) nestas alturas que vejo que o tempo passa a voar. O meu príncipe mais velho daqui a nada vai fazer 3 anos. Três! Como é que eu já sou mãe de dois miúdos lindos? Como?? É que nem consigo acreditar. Por isso Senhor Tempo se me estás a ouvir sê meiguinho e deixa-me aproveitar e saborear com calma esta fase dos meus bebecas o melhor que eu conseguir. 

Festinha do 1.º ano do Diogo:


Festinha dos 2 anos do Diogo:

 
 

Como é bom recordar momentos felizes!

14 de julho de 2015

Ponto de situação.

Não, ainda não mudamos de casa. Não, ainda não consegui organizar tudo que gostaria na nova casa. Sim, ainda estamos em casa dos meus pais... os 4. Sim, continuo à beira de um ataque de nervos. Sim, todos os dias penso que ter só um filho é "peanuts"... que com dois é que começa o desafio. E se juntarmos uma mudança de casa no meio temos o cenário perfeito do caos. :)
Mas nesmo, no meio do caos, tenho:
  • conseguido ir a manicure de 15 em 15 dias;
  • ontem fui pela primeira vez aos saldos e como resultado veio comigo uma camisa sem mangas de ganga gira que dói e amiga da amamentação para a mamã e umas sapatilhas Chicco lindas para o meu Dinis;
Até ao fim do mês os planos são:
  • mudar de casa;
  • marcar duas ecografias importantes que tenho urgentemente de fazer;
  • ir à Seg. Social tratar de burocracia;
  • aproveitar um sábado inteirinho para passear com os príncipes e desligar de todo este caos.

[Mas já disse que a casa nova está a ficar linda e cada vez mais a nossa cara? :) ]

10 de julho de 2015

Mamã à beira de um ataque de nervos.

Se há dia que penso que devia ter esperado 10 anos para ter um segundo filho, esse dia é hoje. E não, não é pelo mais novo mas sim pelo Diogo, que no auge dos seus quase 3 anos me consome a energia toda e hoje, pela primeira vez, me anda a testar a paciência desde que acordou! Posso fugir por uns dias? Semanas? Dias? Umas horas? ...

[E o pior é que me sinto tremendamente culpada por não lhe conseguir dar a atenção toda que merece e precisa. Anda carente de mimo e de mamã o meu bebé mais crescido. Merda! :(]

9 de julho de 2015

3 meses.


Ontem, o nosso príncipe mais pequenino completou 3 meses. E eu, apesar de já ter passado por isto, continuo com a sensação que o tempo está a fugir-me. Que o tempo está a escapar-me e eu, sabendo disso tento cada vez mais e mais captar e saborear cada segundo com os meus bebés. Vou ter tantas, mas tantas saudades deste tempo em que estou aqui apenas para eles, todas as horas dos meus dias. 
O meu príncipe Dinis, está um amor. Sempre foi um bebé muito calminho. Ao contrário do irmão, as cólicas que teve contam-se pelos dedos de uma mão. É um bebé sereno, calmo, e muito sorridente. Basta aproximarem-se dele, falarem e levam um delicioso sorriso de volta. Já tentou dobrar o riso por algumas vezes. Palra quando falamos para ele. E sorri. Sorri mesmo muito. E dorme bem, não me posso queixar, apesar de ainda acordar uma vez durante a noite para mamar. E, por falar em mamar, ele finalmente mama bem. Já larguei a bomba de extracção de leite (que me acompanhou o primeiro mês e meio) e agora o pequeno Dinis dá conta do recado sozinho e aprendeu a mamar bem. E eu ando super feliz com isso. Sou uma sortuda. E ele o bebé perfeito, que muito raramente chora. (Pensava eu que bebés destes não existiam! E ele veio provar-me que a perfeição existe.)
Dinis, vieste tornar a minha vida ainda mais perfeita. Obrigada. ♥

O custo da burocracia.

Mudar de casa requer atualizar cartões e documentos oficiais com a nova morada. Então o resumo da bela manhã de hoje a contribuir para o estado foi:
  • alteração da morada do CC do pappy, com os códigos fornecidos;
  • alteração da morada do CC da mammy, sem o códigos fornecidos = cartão novo;
  • alteração da morada do CC do Diogo, sem o códigos fornecidos = cartão novo;
  • cartão novo para o Dinis;
  • alteração de morada na carta de condução do pappy;
  • alteração de morada na carta de condução da mammy;

Tudo somado: 70€. Setenta euros!!! 70€ para alterarmos moradas! Papéis! wtf?!

7 de julho de 2015

Vidas reais.

Ando cansada mas ao mesmo tempo ansiosa por me mudar para a casa nova, com os meus três princípes! Andamos a precisar do nosso espaço e de transformar aquelas paredes no nosso lar! Com tantos afazeres, burocracias e mais importante de tudo dois bebés que precisam de muita atenção, o tempo para a blogosfera tem sido muito pouco, quase nulo, mas quando consigo cá vir fico estupefacta com as "mamãs-maravilha" que me fazem sentir uma incompetente como mãe e mulher. Ele é meninas e meninos sempre impecavelmente vestidos, mamãs sem olheiras, de cabelo arranjado e maquilhagem de festa dia após dia. Vidas onde há tempo para tudo, idas à praia, jantares, festas, viagens e passeios. Vidas onde os bebés, meninos e meninas aguentam mais de 3 minutos com a roupa impecável e onde o branco mais branco não há, impera. Sabem que mais? Também quero a receita!!

6 de julho de 2015

Apresento queixa?!


Pois é, além de estar a ficar tolinha com tantas caixas e caixotes, e nunca mais chegar o dia em que nos mudamos para a casa nova, ainda ando cheia de negras... esta da imagem é só uma pequena amostra. E só ilustra quem trabalha no duro cá por casa! :)

3 de julho de 2015

Mudanças. Sentires e a vida em geral.

Continuo mergulhada no caos. Claro que sabia que fazer mudanças com dois bebés pequenos não era fácil mas nunca pensei que fosse tão caótico. Claro que o facto de termos ficado a saber que teríamos de entregar o nosso antigo apartamento quase de um dia para o outro não ajudou. Claro que não ajudou. Parece que nem deu tempo para fazer o "luto" de um espaço que não mais esquecerei. Parece que ficou dentro de mim uma questão mal resolvida e que tenho de encontrar solução para a fazer desaparecer. Acho que só o tempo ajudará, isso e quando sentir a nova casa como o meu mundo. Coisa que, claro, ainda não sinto. Aquelas paredes ainda não respiram o meu ar. Não me dizem nada de tão brancas que estão. Aquela casa ainda não me (nos) conhece. Tenho de dar tempo... eu sei.

Hoje já entregamos o apartamento e estamos em modo de transição, os quatro em casa dos meus pais. Não tem sido fácil organizar a nova casa. O Dinis como mama depende exclusivamente de mim, e as horas livres para organização e arrumação tornam-se escassas. O Diogo tem pilhas e fica eufórico no meio de tanta caixa e caixote, e para evitar estar sempre a dizer "Não, mexas aí Diogo", "Não abras isso", Não vás para as escadas", "Não, não e não,...", o Diogo tem ficado com a minha mãe e eu levo o Dinis comigo. Mas mesmo assim não tem sido fácil. 
Não sei se acontece com todas as mamãs que amamentam mas além de estar constantemente cheia de fome sinto-me extremamente exausta após cada mamada. E muitas vezes a última coisa que me apetece é arrumar caixotes. Mas faço-o, e depois sinto-me ainda mais exausta, e noto na mamada seguinte que a quantidade de leite não é a mesma, e o Dinis demora eternidades a mamar, e sinto-me culpada. Mas depois, e sem grande tempo para pensar, repete-se o ciclo e nova mamada... novas arrumações... nova mamada... Ai vida!



[Anseio por viver a casa, por sentir a nova casa como nossa... e começar esta nova etapa com os três príncipes da minha vida. Mas até lá não se cheguem perto que viro fera!]

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