15 de julho de 2017

Coisas aleatórias que ocupam a minha mente.

Passei o dia nostálgica. As saudades que eu tenho de ter silêncio em casa, de não ter horas para acordar ao fim de semana. Que saudades que eu tenho de ter o meu tempo. De sentir que faço alguma coisa por mim e para mim. Que saudades que eu tenho de sentir que tenho tudo organizado e tempo para estar pausadamente a desfrutar da companhia do meu rapaz. Que saudades que eu tenho dos fins de semana sem horas só com a minha pessoa. 
Os miúdos estão numa fase mesmo cansativa. Só querem a mãe para tudo (ai esta ligação dos rapazes com as mães tão especial mas tão exaustiva!). Estão numa fase em que têm dois milhões e mais alguns brinquedos mas querem sempre brincar com o mesmo. Mesmo que existam dois iguais, arranjam sempre forma de querer o mesmo porque há sempre qualquer coisa diferente. Competem em tudo: por quem chega primeiro à garagem, quem chama o elevador, quem toca à campanha, quem se agarra mais à mãe,... uma canseira. Às vezes dou por mim a querer andar e tenho um agarrado a cada perna. E chego a andar assim cá em casa (às vezes até disputam a mesma perna!). E eu pergunto: "meninos e se eu tivesse mais um filho como é que resolvíamos isto?", resposta pronta: "olha era mas um que ficava a chorar". Mãe sofre...

12 de julho de 2017

Conversas de um miúdo de 4 anos. Chupar.

Cenário: um parque infantil.
Diogo estava a brincar com um frasquinho de bolas de sabão. Ele fazia e outros meninos corriam sorridentes atrás das bolas que voavam. Até que uma menina, a Maria, lhe pediu para ser ela a fazer. Ele passa-lhe o frasco e ela olhou para o frasco meio desconfiada sem saber muito bem como fazer. Vai daí, prontamente, declara o Diogo:
- "Chupa Maria! Chupa!"
Risota geral entre os pais que assistiam à cena!
- "Não é chupa, Diogo. É sopra!" - tento eu esclarecer já perdida de riso.

10 de julho de 2017

Foi há 1 ano! Às vezes ainda parece irreal!


"Pouco importa... pouco importa... 
 Se jogamos bem ou mal... 
Queremos é levar a taça para o nosso Portugal!"

Ai que somos tão solidários mas tão pouco cívicos!

Portugal é um país solidário. Dizem. Eu acredito. Mas somos tão mas tão pouco cívicos.

Saio de trabalhar e começo mentalmente a delinear o percurso que tenho de fazer e todas as tarefas que tenho de cumprir até me sentar para jantar. Ir buscar "isto", ver se ainda chego a horas para levantar "aquilo",  ligar avó para saber como estão os miúdos, sincronizar-me com o marido, etc, etc...
Estaciono o carro num dos locais onde precisava de ir. Saliento que estaciono num local próprio para estacionamento. Tudo direitinho, portanto. Já estão adivinhar o que se passou certo? Mas bem, vou tratar do que preciso e demoro 5 min até voltar ao carro. E eis que alguém estacionou em segunda fila, de tal forma que me impedia de sair. Respiro e penso: alguém me está a ver. Não, não estavam. Passam 2 minutos, ninguém aparece e buzino só para mostrar que estou ali. Passam 15 minutos e já eu toda buzinava! Passam 30 minutos e eu estava quase quase a chamar a polícia e surgem 2 homens que calmamente entram no seu carro e partem. Sem uma palavra. Sem um gesto. Nada. Pegam no carro e vão à vidinha deles!
Estive 30 minutos ali à espera apenas e porque fiz questão de estacionar num dos locais devidos!! Estes seres chegam, estacionam onde querem, despacham a vidinha deles e seguem a sua rotina normal! Estou possessa! Que falta de tudo! 

8 de julho de 2017

Viajar com crianças. Paris. Dia 3.

Este era o dia mais aguardado. Não só porque o papá fazia anos mas como era o dia em que íamos finalmente subir à Torre Eiffel (deixamos passar o fim de semana imaginando que a confusão nesses dias fosse maior), e eles só por isso acordaram entusiasmadíssimos. Foi o dia que aproveitamos para passear, e brincar muito. Bem, acordamos e depois do pequeno almoço fomos de metro até à zona do Trocadéro e mal saímos da estação ficamos todos fascinados com a imponência da Torre. (De salientar que o Diogo ia no metro como se tivesse andado de metro a vida toda. Queria ir sozinho, na maioria das vezes de pé, e sempre admirar toda a gente.)







Por mais vezes que visitemos Paris, por mais anos que passem a Torre continua deslumbrante e avassaladora. Que imponente que é esta torre!
Claro está que o fascínio pela Torre passou em menos de 2 minutos aos meus ricos filhos. Rapidamente descobriram que o chão em mármore, na zona do Trocadéro, dava uns fabulosos escorregas e não mais pararam de escorregar durante longos e longos minutos. 



E pronto já com os pequenos bem sujinhos e felizes começamos a descer pelos jardins do Trocadéro até junto à Torre. Saliento só o grande perímetro de segurança mesmo antes de chegar à torre. O risco de atentado está no auge e foi essa a grande diferença que senti desta visita a Paris relativamente às outras duas vezes que lá tinha estado: o nível de segurança, o exército nas ruas, as revistas e mais revistas em todo o lado que íamos.
Mas bem, com risco de atentado ou não, não resistimos e subimos à torre. E a vista sobre Paris continua mágica! Que vista! Que imponência. Que grandiosidade.









É tal o fascínio que a torre exerce em nós que optamos por almoçar mesmo ali, num jardim mesmo ao lado. Fizemos um piquenique na relva com baguetes francesas e mais uma vez os miúdos aproveitaram para correr e gastar energias.




Depois já de barriga cheia fomos passear junto ao Rio Sena, fomos a pé até à Ponte de l'Alma. Onde se encontra a Chama da Liberdade. É uma estátua, que apesar de não ter sido construída com esse propósito, o facto de estar sobre o túnel onde a princesa Diana morreu, passou a ser um memorial não oficial à princesa. E são várias as flores, velas, bilhetes e fotografias que ainda se vê por lá... quase 20 anos após a sua morte! 



Bem, o dia ia longo e após esta caminhada fomos até ao apartamento dormir a sesta. E que bem que nos soube a todos! Ao final do dia, saímos para jantar e comemorar o aniversário do papá. Os príncipes já tinham as energias carregadas e não faltou boa energia e muitos sorrisos. E birras pelo meio, claro está, mas isso já sabemos que faz sempre parte do pacote!

2 de julho de 2017

Coisas aleatórias que ocupam a minha mente.

Estou numa fase em que a minha cabeça não descansa. Estou a dormir e tenho sonhos, (e outros tantos pesadelos!) que me deixam exausta e acordo, sempre, com a sensação de não ter descansado o suficiente. Esta semana sonhei que Portugal tinha entrado em guerra (acho que o meu coração ainda não conseguiu descansar depois da tragédia de Pedrogão e das histórias de vida que li) foi um desespero essa noite. Depois sonhei com trabalho e outras mil e duas coisas que ocupam a mente.

Ainda dou de mamar, sim o meu pequenito tem 26 meses e ainda mama. Ele é feliz com isso, eu não me importo (vá na maioria dos dias!) e nada, nem ninguém tem o direito de opinar. E sim, não precisam de falar que se percebe nas vossas caras o que pensam sobre isto.

Cansa-me a hipocrisia e os comentários maldosos que leio e ouço sobre a barriga da Carolina. Há 3 anos era a barriga da outra Carolina, a Patrocínio, que era escândalo porque teve uma recuperação mega rápida e isso não era saudável. Agora é esta Carolina, que para os entendidos, toda aquela barriga não é saudável e está a demorar demasiado a voltar à forma pós-parto. Está tudo louco, só pode. Deviam era estar caladinhos. principalmente as mulheres que já foram mães.

1 de julho de 2017

Conversas de um miúdo de 4 anos.

Diogo: "Mamã os dinossauros já não existem, pois não? Agora é só os ossos não é?"
ML: "Sim é isso. Agora já não existem."
Diogo: "Mas olha, quando os dinossauros não era ossos e andavam aqui no planeta Terra, as pessoas onde estavam?"
ML: "As pessoas não existiam nessa altura."
Diogo: "Mas estavam noutro planeta e vieram depois numa nave?"
ML: "Não. Não existiam em planeta nenhum."
Diogo: "Assim não pode ser. E como nasceram aqui na Terra de repente?"
ML: "Foram nascendo... primeiro nasceram uns animais muito pequeninos... depois outros maiores... e depois evoluíram passado muitos anos e depois nasceram as pessoas."
Diogo: "Mamã vais trabalhar?"
ML: "Sim, filho vou."
Diogo: "Acho que devias ir descansar. Isso não faz sentido nenhum." 

[E esta, hein?!]

27 de junho de 2017

Conversas de um miúdo de 4 anos. (Sobre viagens!)

Ainda a propósito das férias, da viagem que fizemos a Paris e desta coisa de incutir (ou tentar vá...) o gosto de viajar aos nossos pequenos... 

Diogo - "Mamã, gostei tanto das nossas férias... gostei tanto de França..."
ML - "Que bom... fico mesmo feliz."
Diogo - "Ainda há mais Franças para conhecermos?" (como quem diz... ainda há mais países para conhecermos?)

Delicioso.

25 de junho de 2017

Viajar com crianças. Paris. Dia 2.

Acordamos cedo, e pelas 09:30h já estávamos a sair para explorar a cidade. Era domingo decidimos apanhar o metro e ir explorar a zona de Pigalle, a rua Lepic e o Moulin Rouge. O facto de irmos de metro (algo nada habitual para eles) deixou os miúdos entusiasmados (entusiasmo esse que, naturalmente, foi passando ao longo dos dias). 


Já em Pigalle percorremos a zona a pé e fomos tomar o pequeno almoço ao “Cafe des Deux Moulins”, o conhecido café cenário do filme "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain”. Bem que podíamos só ter entrado para satisfazer a minha curiosidade e tirar umas fotos mas resolvemos sentar-nos e 2 simples cafés custaram-nos a módica quantia de 10€! 



De seguida, resolvemos subir a pé até Montmartre, conhecer a basílica Sacré-Coeur e apreciar as deslumbrantes vistas sobre Paris. Aqui passamos a manhã e os miúdos brincaram e correram pelos jardins. Limparam o chão e saíram daqui bem sujinhos mais uma vez (é impressionante o lixo que encontram e tentam apanhar do chão!).




Bem, mas já durante a tarde, fomos até à imponente avenida dos Champs-Élysées mesmo no coração de Paris. Almoçamos e de seguida, fomos visitar o Arco do Triunfo e apreciar as vistas sobre Paris desde o seu topo. Aí, pela primeira vez os miúdos viram a torre Eiffeil (mesmo ao longe) e deliciaram-se com a sua imponência (ao contrário da subida à Torre Eiffeil os menores de 18 anos não pagam para subir ao Arco). Além disso, como estávamos com duas crianças pequenas deixaram-nos subir de elevador. Vale a pena a subida (12€ por adulto) pois é magnifica a vista sobre Paris. É impressionante ver a imponência da Torre Eiffeil sobre a cidade, os Champs-Élysées, as imensas avenidas e monumentos. 





Já ia longa a tarde, e os príncipes estavam estafados. Sendo assim, fomos até ao apartamento descansar (eles dormiram um belo sono, que os deixou novamente bem dispostos). Depois ao final do dia voltamos a sair, desta vez para jantar e conhecer a zona onde ficamos alojados: perto da Catedral de Notre Dame e centro Centro Georges Pompidou. Fomos a pé, os príncipes correram e correram e, depois jantamos num belo restaurante... francês... italiano! :) Estes dias sem horários são ouro!







18 de junho de 2017

Inacreditável.. que tragédia.




Ainda a digerir o trágico incêndio em Londres e acordo com a notícia de 57 mortos num incêndio... cá... em Portugal... aqui ao lado... pessoas carbonizadas e presas nos seus próprios carros... famílias... Ainda estou em choque. Inacreditável. Que dor. Que morte horrível e injusta... :(

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