30 de setembro de 2015

Sim, sou feliz com estes apetites.

Tiro 30 minutos para passear pela net e vejo que anda tudo tão saudável a partilhar pequenos-almoços dignos dos melhores hotéis. Ele é frutas e sumos e batidos e pães com sementes. Continua tudo em boa forma a correr quilómetros e mais quilómetros ainda antes do sol nascer. E eu penso que gostava de ter esses pequenos-almoços e acordar às 06h da manhã como se fossem 10h. A sério que gostava. Juro. Adorava acordar com a energia toda, fresca e fofa. Mas acordo às 08h como se me tivesse passado um camião TIR com um atrelado por cima, depois de ter acordado 4/5 vezes durante a noite. Acordo e a primeira coisa que faço depois uma caneca de leite é engolir um ben-u-ron na esperança de aguentar a cabeça e o corpo. 
Depois vejo almoços recheados de folhas de alface e saladas todas coloridas e a mim só me apetece deliciar-me com um belo de um Big mac, ou empanturrar-me de sushi até mais não. Coisas tão distintas e que me fazem igualmente feliz. Correr não tenho vontade, nunca o fiz e o bichinho das corridas ainda não chegou aqui, mas apetecia-me pegar na mão do meu gajo e ir passear pela nossa cidade, ao fim da tarde, de sorriso nos lábios e percorrer todas as tasquinhas de comes e bebes que povoam a nossa cidade. Sem relógios. Sem pressa. A dois.

Álbuns de fotografias.

Ando a tentar cumprir com um dos objetivos de início de ano: organizar as imensas fotos que tenho e criar álbuns digitais. Já faltou mais, e a minha missão está quase pronta. Faltam três. Um para oferta, um do ano 2015 que ainda está em curso, e um muito especial... o da nossa viagem a Nova York. E este está a dar luta. São tantas e tantas as fotos e os momentos inesquecíveis, que dá vontade de colocar tudo no álbum, e em vez de um fazer três. Mas isso está fora de hipótese, vou fazer um e deixar os outras para as próximas viagens. Uma delas pode ser outra vez a NY que não me importo nadinha. 


29 de setembro de 2015

Coisas que me irritam.

Os estacionamentos reservados a automóveis com carrinhos de bebé não existirem em todos os shoppings e nos que existem estarem sempre, mas sempre ocupados. Inacreditável. E pior é perceber que muitos condutores confundem estes estacionamentos com um “estacionamento vip, do tipo vou ali e não demoro, deixa-me cá parar o carro aqui à porta que ninguém se importa!” Hoje assisti a dois destes que levavam tudo no carro menos imagine-se só… bebés. 
É isso, e usarem os elevadores do shopping com escadas rolantes ao lado. Porquê gente?! Enchem-me os elevadores e depois fico feita parva à espera que o elevador suba e desça 253 vezes ou que alguém se digne a olhar para as placas de acesso prioritário aos carrinhos de bebé, e se digne a sair e me deixe entrar! Fico possessa com esta falta de civismo!

Habemus dentinhos!

E assim ontem, da noite para o dia, literalmente, nasceram dois dentinhos ao pequeno príncipe Dinis! Dois de uma vez. Dois dentinhos incisivos inferiores, lindos! 
Ainda antes dos 6 meses!

25 de setembro de 2015

Morder. Medos. Irmãos. Coração de mãe.

Hoje o dia vai ficar marcado. Sim, marcado na pele e no coração. Hoje foi o dia que o meu coração de mãe ficou pequenino, do tamanho da mais pequena ervilha que conseguirem imaginar. Sento-me confortavelmente com o Dinis ao colo, preparo-me para lhe dar mama e nesse instante, e sem tempo de reagir porque nunca na vida previa tal coisa, o Diogo vem, olha para mim e no segundo seguinte morde-me no braço. Isso mesmo, morde. Foi tão inesperado como doloroso que a minha reacção além do grito, foi dar-lhe automaticamente uma palmada na mão. Nunca na vida o tinha feito. Nunca.
Parou a olhar para mim, fez beicinho de choro mas não chorou e disse: "mamã tau tau". Repeti vezes sem conta que aquilo não se faz. E ele saiu e foi para perto da avó que estava noutra divisão. Eu fiquei ali, com o Dinis nos braços, de olhos arregalados a olhar-me. E nesse instante senti-me a pior mãe do mundo. Caramba, ciúmes são normais, mas isto? Fiquei tão, mas tão triste. Já para não falar que anda numa de não emprestar nada, que "tudo é do Diogo", arranca com força as coisas que o Dinis pega. Não o deixa estar deitado na cama dele, encostado às coisas dele, as festas e mimos que lhe faz são todas à bruta, o que faz com que eu acabe sempre por estar a dizer: "assim não", "no bebe tem de ser devagar", coisa que não queria fazer. Sei também, que está na fase do "meu", e de se achar o centro do mundo, mas ver isto, sentir isto dói de uma forma, que nem sei expressar. O que mais desejo no mundo é que os dois sejam felizes e amigos, mais do que amigos. Cúmplices. Acho que está a começar o (ou um dos) maior(es) desafio(s) que vou encarar como mãe, ensinar o que é ter um irmão. Ser irmão.
Vamos a ele.

Um desafio.

A Camille lançou-me este desafio, e como até tenho os dois miúdos a dormir e estou para aí virada vou completar as seguintes frases: 

Sou muito preguiçosa! 
Não suporto mentiras. 
Já me zanguei muitas vezes com quem quero bem e arrependi-me no minuto seguinte.
Quando era criança adorava trepar às árvores. 
Neste exato momento estou a descontrair enquanto os dois putos mais lindos dormem.
Morro de medo de que os meus não tenham saúde. Muita saúde. 
Sempre gostei de mimo, muito mimo. De ler, de compras, de conversas boas que nos fazem esquecer as horas.
Se eu pudesse ia passar este fim de semana fora, sem fraldas e chupetas, com o meu gajo.
Adoro sushi! 
Não gosto de feijão, da maioria das sopas. Sou uma esquisita com as comidas.
Fico feliz por ver os meus filhos a sorrir. 
Se pudesse voltar no tempo teria arriscado mais cedo a mudança que fiz na minha vida. Hoje sei que foi o melhor que me podia ter acontecido. 
Quero viajar de novo para Nova York. 
Eu preciso de dormir.

E passo a bola para...

A Moa
A Orquídea

Meio quilómetro de cabelo foi-se.


E eu devo ter perdido 2 kgs e 5 anos! Quase sempre mudar faz-nos bem, e eu andava a precisar. Estou renovada. :)

23 de setembro de 2015

Das manhãs com dois.

08h alvorada cá por casa. Leites, roupas, higiene e muitas fraldas depois tinha os dois prontos para sair. (O papá antes de sair ainda adiantou o mais velho.) Arranjei-me eu enquanto um brincava e eu cantava para o outro não chorar. Sempre de olhos nos dois, porque não os posso deixar juntos e sozinhos na mesma divisão. A probabilidade de o Dinis levar com um popó voador é ainda grande. Pequeno almoço para mim, mama para o Dinis. Depois ainda consegui fazer as camas e deixar a cozinha arrumada e saímos de casa às 10h! Pego no babycoque, na carteira-mochila da mamã (a melhor invenção de todos os tempos), no saco das coisas do Dinis e no lanche do Diogo, descarrego tudo no carro. Depois um pela mão e babycoque com o outro no outro braço, e siga... já eu transpirava por todos os lados, e ainda não tinha saído de casa. Precisava de mais uma dose de pequeno almoço, mas... não dava ou saia de casa às 12h. Prende um e depois instala o babycoque do mais pequeno no carro. "Avé isofix" outra das melhores invenções de todos os tempos. Sento-me ao volante e respiro finalmente. Logo depois, vou à carteira e vejo que me esqueci dos óculos de sol em casa. Detesto conduzir sem óculos. Olho para o banco de trás e vejo os dois príncipes bem instalados, sossegados e presos e penso: "voltar a tirar um, e carregar babycoque outra vez para ir a casa buscar os óculos e voltar a colocá-los aos dois no carro?! Naaaa... não consigo tudo outra vez!" Siga viagem sem óculos. Eu parada à porta de casa e eles, os óculos, ali tão perto...

22 de setembro de 2015

Viajar.

Tenho saudades de viajar, a dois. Pronto, é isso. Claro que depois os príncipes ficando o meu coração fica cá e cabeça meia lá, meia cá. Mas tenho saudades de viajar só com o meu gajo. É isso.

37/52 de 2015


O meu amor maior nos seus primeiros passos a caminho da escola. Num percurso que desejo que seja feliz e repleto de sorrisos e sucessos. Força D. Estamos sempre, sempre contigo!

"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

21 de setembro de 2015

Amamentação. A minha experiência. 1.º filho e 2.º filho, as diferenças.

E pronto, não resisti a ir ler o que na altura do Diogo escrevi sobre a minha experiência com a amamentação. Tenho lido tanta coisa sobre este tema, às vezes com tanto extremismo que assusta.

Isto foi o que escrevi sobre a amamentação na altura do meu primeiro filho.

"Enquanto grávida o tema amamentação era algo em que pensava mas que nunca me tirou o sono. Nunca fui de extremismos e apesar de querer muito amamentar, sempre pensei que se por alguma razão não o conseguisse não me iria sentir menos mãe e o meu bebé não iria ser menos saudável por isso. No entanto, sei, que por mais que tentem inventar todo o tipo de leites adaptados, não há melhor alimento para o nosso bebé do que o leite materno. Mas, e como já referi, nada de extremismos. 

Para a amamentação ser saudável a mãe tem de se sentir bem. Custa-me muito perceber algumas mamãs que a todo o custo tentam amamentar mesmo quando sentem dores horríveis, mesmo quando têm o peito em ferida. Mesmo quando se torna algo tão doloroso que as leva ao desespero. Tive muito receio que isso me acontecesse, e se por acaso tivesse de passar por isso queria muito ter o discernimento necessário para saber parar, parar de insistir em algo que só me estaria a trazer sofrimento. 

No entanto, tive a felicidade de não passar por nada disso, e acredito que a minha posição descontraída sobre o assunto ajudou a que tal não se verificasse. 

O meu baby D. tinha 3 horas de vida quando (finalmente!!) o colocaram ao pé de mim e ele instintivamente começou a mamar. Mamou tão bem como se já o tivesse feito a vida toda. Chorei tanto nesse momento. Não há palavras para descrever esse instante para lá de mágico. Não senti nenhuma dor. Nenhum desconforto. 

Os dias foram passando e cada dia me sentia mais confiante, e o meu baby mais à vontade. As dores nem vê-las, apenas um pequeno desconforto aquando da subida (descida?) do leite mas nada que um duche de água quente e massagens não acalmasse. Depois fui aplicando algumas vezes ao dia, durante o primeiro mês o creme purelan 100, da Medela. Os protectores de mamilo da Medela também me acompanharam sempre, dia e noite, durante 3 meses!! E mais nada, não usei mais nada e nunca senti qualquer tipo de dor, desconforto, nada. 

Como o baby D. foi um preguiçoso precisei de tirar leite, usei a bomba swing também da Medela, a minha marca de eleição em tudo que se refere à amamentação. E mesmo retirando leite várias vezes ao dia nunca senti o mínimo de desconforto. Nada. 

Aos 3 meses o baby D. após vários picos de crescimento começou a querer mamar muito e a espaçar muito pouco as horas das mamadas. Nunca ficava satisfeito. Introduzi o leite artificial, sem stresses, sem dramas, apenas com uma pontinha de saudosismo, senti que a amamentação exclusiva estava prestes a terminar... mas encarei isso como mais uma etapa do seu desenvolvimento. 

Ele está óptimo, saudável e eu guardo as melhores recordações do tempo em que o amamentei exclusivamente. Acredito plenamente que o factor psicológico é parte da chave do sucesso de uma amamentação feliz."

Isto é o que escrevo hoje, sobre a amamentação.

Fiz com o Dinis basicamente o mesmo que fiz com o Diogo. O Dinis mamou ainda não tinha 1 hora de vida. E mais uma vez, foi algo mágico que nunca esquecerei. Desta vez, estou muito mais relaxada, e mais informada. Uma vez que o Dinis sempre mamou bem, raramente usei a bomba. E as horas que passei a dar de mamar nos primeiros dois meses já não me incomodaram tanto quanto do Diogo, porque afinal "faz parte". Foi preciso dar-lhe todo o tempo, e eu dei. E continuo a dar. e hoje após 5 meses e meio de amamentação exclusiva estou feliz. Os picos de crescimento acontecem e apesar de ficar cansada, aprendi a dar-lhe mama sempre que ele pede, tenha passado 3 ou 4 horas ou apenas 1 hora da mamada anterior. Pede e eu dou. Simples. Porque sei que daqui a pouco vou ter saudades desta cumplicidade, óh se vou. O rapaz já mamou nos shopings, no Portugal dos Pequenitos, na escritura da casa, no carro, na praia, na piscina, debaixo do guarda sol, na esplanada, eu sei lá. Os nossos aliados nesta aventura foram sem dúvida, o sling, as fraldas de pano e as doses de paciência e descontracção. E claro, o facto de ter em casa o Diogo faz com que não me possa dar ao luxo de ficar em casa porque sim, porque o Diogo tem de sair, e brincar e correr, e claro sempre que possível eu e o Dinis vamos atrás do Diogo e do papá. Porque só assim faz sentido para nós.

Segunda compra da estação. Mais um vestido.

Ando numa de vestidos. Este é o segundo que comprei para a estação que aí se avizinha. É diferente do que habitualmente uso, mas gostei. Acho que com os acessórios certos pode ficar um look bem catita. Os vestidos são práticos, com uma só peça ficamos logo prontas e isso, a esta altura do campeonato, é coisinha para me deixar feliz.

http://www.bershka.com/
Problema destes vestidos: amamentar com eles! Não tenho conseguido encontrar peças diferentes que sejam amigas da amamentação. Confesso que já ando cansada de andar sempre com as mesmas roupas. O Dinis está com 5 meses e meio e ainda está com leite materno em exclusivo, ou seja saio para qualquer lado e ele vem atrelado a mim, sempre. Adoro esta nossa cumplicidade, mas é tão difícil conciliar um guarda roupa com a amamentação ou é só de mim? Ando sempre à procura de peças com abertura à frente, pois assim em qualquer lado o rapaz berra e eu resolvo a coisa facilmente, mas não tenho encontrado peças que me cativem (excepção feita de camisas mais normais) e que sejam amigas da minha carteira. A busca continua. 

19 de setembro de 2015

Escola, vírus e queremos o sol de volta.

E já passaram duas semanas de jardim-de-infância do meu pequeno grande príncipe. A primeira semana foi fantástica, nem um choro para a posteridade. Acho que o fator surpresa, encantamento resultou durante 5 dias. Até as horas de almoço correram bem. Agora esta segunda semana foi caótica por estes lados. Uma tentativa de desfralde na 2.ª e 3ª feira e a coisa descambou para um “escola não, escola não”. Desistimos do desfralde por agora, por considerarmos que eram mudanças a mais num curto espaço de tempo. Depois vieram os vómitos e mais vómitos e a má disposição. Pensamos inicialmente em nervosismo ou algo desse género que indiciasse a recusa de ir à escola, mas rapidamente esquecemos isso. Uma virose apanhou-nos cá em casa e esta semana tornou-se caótica. Tenho a sensação que passou por mim um camião TIR com atrelado. Agora parece tudo mais calmo, esperemos que a próxima semana venha cheia de sol e de boas energias, descanso e rotinas mais calmas. Por cá precisamos muito.

17 de setembro de 2015

Primeira compra da estação.

Este vestido da Zara. Tamanho... S! Por isso, não devo estar tão texuga assim. Com mais um pouco de tempo a coisa vai lá. :)

16 de setembro de 2015

Auschwitz: a viagem. (parte 3)

Nunca vou esquecer a viagem à Polónia, e mais precisamente ao campo de concentração de Auschwitz - Birkenau II. Após a visita ao campo denominado Auschwitz I, campo este que tal como referi nos dois primeiros posts (parte 1, parte 2) não foi construído pelos alemães, era um quartel do exército local que foi ocupado pelos nazis, fomos conhecer a alguns quilómetros deste o complexo Auschwitz - Birkenau II. Sim, porque a determinada altura a imbecilidade dos homens, levou-os a congeminar que não estavam a exterminar os judeus tão rapidamente e em número suficiente quanto pretendiam e como tal, construíram de raiz este complexo Auschwitz - Birkenau II. Um campo de puro extermínio. 

A entrada.


Aquele que todos reconhecemos de filmes: o edifício, a entrada dos comboios, a linha da morte. Na realidade quando pisei este complexo, desejei muito acreditar que estava num qualquer estúdio de cinema. Mas tal foi impossível, o campo cheira a morte, a sofrimento, a dor. Tudo demasiado real, demasiado presente para ser filme 

Uma das centenas de carruagens que ali chegaram.

Fotos de época reais. Assustador.

Parece filme. Mas não é.

Sim o Homem foi capaz disto.



É impossível passar indiferente pelos edifícios que permanecem intactos. É impossível ignorar as infinitas chaminés (cada uma representa um pavilhão onde albergava dezenas/centenas de judeus). Chaminés que resistiram ao incêndio que os nazis provocaram de forma a extinguir provas deste genocídio. É impossível olhar, e acreditar no que ali aconteceu. Imaginem cada chaminé representa mais um albergue existente ali. Cada albergue representa centenas de judeus. Impossível imaginar não é?

Um dos albergues ainda intacto.
Conseguem distinguir do lado esquerdo as centenas de chaminés que resistiram ao incedio?
Quantos albergues deste existiriam... assustador.

E mais e mais chaminés...

E mais... e muitas muitas mais.

As condições deste campo são inenarráveis. As imagens falam por si.

Uma das câmaras de gás. Destruída pelos nazis. 

Interior de um albergue. Camas para dezenas.

Interior de um albergue. "Condições" sanitárias.

Memorial.

Para não esquecer.

Memorial.

Uma viagem para não esquecer.

15 de setembro de 2015

Ainda a escola. Ai a escola.

A entrada do Diogo na escola não foi planeada. Foi sendo pensada mas não planeada. Tivemos a sorte de a minha mãe ficar com ele a tempo inteiro, desde os 5 meses até hoje, um mês antes dos 3 anos. Estava no melhor local do mundo, depois da nossa casa claro. Tinha mimo, atenção, colo sempre que queria. Era mimado e feliz em casa da avó. Muito feliz. Mas nós tinhamos a perfeita noção de que quando nascesse um mano que o Diogo teria de ir para a escola, que não conseguia sobrecarregar mais a minha mãe e que pensava eu, os três anos era a idade ideal para a entrada na escolinha. Por isso tudo perfeito. Mas caramba sinto-me tão perdida ainda, tão sensível e com as lágrimas nos olhos sempre que o imagino numa sala fechado com mais 20 crianças ao cuidado de alguém que acabou de conhecer e que eu própria vi duas vezes na vida. Como é que confio assim o meu filho? O MEU filho. Dói. Mas dói tanto. E não sei se dói por vê-lo crescer, se dói por pensar que era eu que ali devia estar com ele, a brincar, a pintar, a correr e a saltar. Era eu, ou o pai. Ou a querida avó. E depois penso que ele está na escola porque entretanto teve a felicidade de ter um mano. Um mano, um companheiro para a vida. Mas que fez com que o Diogo fosse para a escolinha. E fico triste. Mesmo, mesmo triste. E depois paro e penso, que não devo pensar assim que ele está bem e que continua a ter a tremenda sorte de estar na escola apenas das 09h às 13h e que depois vai para a avó ser mimado. E dormir. Dormir a sesta que tanto gosta e precisa. E que nós pais achamos fundamental. Tenho de pensar assim, que o meu bebé crescido é um privilegiado e tem o melhor dos dois mundos. Escola, brincadeira e convívio com amigos e depois mimo da avó, e do mano. 

Diogo, um dia que me leias ficas a saber que tiveste o melhor dos dois mundos, ok? O melhor! O melhor que te conseguimos dar. Sempre. Tenho de pensar assim.

Lembrei-me disto tudo e fiquei com um nó quando li isto, da querida CS.

33/52, 34/52, 35/52, 36/52 de 2015





Estivemos em falta durante o mês de agosto com as fotos que marcaram as semanas dos meus príncipes. Mas sem dúvida que as nossas semanas de agosto ficaram marcadas pelo sol, pela praia, pelos sorrisos bons. Que venham mais dias, semanas e meses assim. Parece que foi ontem mas já tenho tantas saudades destes dias. Setembro está a ser de mudança como sempre é, mas mudanças grandes que me estão a custar muito. Daí (também) as imensas saudades destes dias de verão, sem horários nem preocupações.

"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

Coisas da escola.

Ontem estive na minha primeira reunião na escola como Encarregada de Educação. Que sensação estranha! O miúdo mais giro de todos já tem quase 3 anos, entrou agora para a escolinha e eu às vezes ainda nem acredito que sou mãe. Quanto mais, mãe de dois. A vida tem coisas destas e eu sinto-me ainda uma miúda. Bem, quanto à adaptação à escola, a primeira semana de escola correu lindamente. Muitos sorrisos, muita brincadeira e não houve nenhum choro. Nem uma lágrima. Ficou durante 3 dias duas horas por dia, e depois nos últimos dois dias da semana já ficou para almoçar. Ficou sempre bem. Mas esta semana, começou a tentativa de desfralde e o rapaz já não achou piada. Não comeu nada a escola ontem. Zero. Chorou e hoje não queria ir. E uma pessoa está aqui, com uma vontade enorme de o ir buscar. E prendo-me à cadeira e invento mil e uma coisas para fazer para me aguentar e não sair porta fora Ele está a crescer eu sei, mas também não sei se não será muita adaptação de uma só vez. E estou aqui que nem posso, de coração tão pequenino.

14 de setembro de 2015

Primeiro objetivo de 2015 falhado.

E pronto, ao atualizar a lista dos 12 objetivos a que me propus para 2015, aqui, constato que já há um que falhei. E qual? O do peso, claro. 

10 de setembro de 2015

Festa de aniversário. 3.º aniversário. Inspirações.

E pronto, chegou a altura de começar a imaginar e a inspirar-me para decorar a festa do terceiro aniversário do príncipe Diogo. Terceiro aniversário! Woow... Como é possível? :) Acho os três anos um marco, o meu príncipe deixa de ser propriamente um bebé (para mim vai ser sempre mas pronto, as outras pessoa deixam de o ver como tal!) e começa a fase de menino. Pela primeira vez o rapaz mais velho cá de casa tem voto na matéria sobre o tema da festa, e sendo assim o tema "carros" chega cá a casa! Ele gosta de corridas, de pistas e carros vermelhos e eu ando a tentar inspirar-me. 
Assim de repente lembrava-me de mil e um temas mais giros mas... a festa é dele. E por isso vamos lá fazer dela a festa mais gira de todas!




Fotos retiradas do Pinterest.

8 de setembro de 2015

Taxis vs Uber

Não uso frequentemente táxis, nem coisa que se pareça. Das poucos vezes que usei cheiravam mal. Devo ter tido azar, foi isso. Hoje, os senhores taxistas estão de greve contra uma tal de Uber. Eu estou em casa, mas chocada com as imagens que vi de agressões físicas e verbais gratuitas que algumas espécies desta classe taxista resolveu pôr em pratica. Uma vergonha de se ver.
Com isto, acabei de instalar a app da Uber, e perceber como a coisa funciona não vá um dia destes precisar de transporte. 

5 meses. ♥


5 meses de um amor ainda maior. De uma família ainda mais completa. Continuas a ser um bebé muito fácil de lidar e cuidar. Derretes toda a gente que se aproxima com o teu sorriso encantador e verdadeiramente delicioso. Ris muito. Palras muito. E adoramos ouvir-te. Já pegas em tudo que esteja ao alcance das tuas mãos. E tudo que consegues pegar vai direto para a boca, é certinho. Gostas de colo. Gostas que falemos para ti. E tens muitas cócegas. Continuas a ser um bebé muito calmo. Ás vezes questiono-me sobre a sorte que tive (tivemos) em te ter na nossa vida. Se não fosses assim calmo, fácil, simpático e sorridente nem tudo teria sido tão fácil estes meses. Continuas só com leite da mamã. Mas já te sinto atento a tudo que comemos. A ver vamos quando começaremos outro tipo de alimentação. Podias era dormir melhor de noite. Tens acordado muitas vezes, chamas (nunca choras) e pedes o aconchego da mamã para adormeceres. Não é fome, porque quase não mamas, temo que seja vício e sendo assim estou literalmente lixada e não sei como resolver isso. Podias gostar pelo menos de uma das 3463242 chupetas que já te comprei. Acho que se gostasses de uma conseguia enganar-te de noite, mas nada. Não há uma que te cative!
Estamos muito felizes por fazeres parte da nossa vida. És especial meu bebé. Que sejas muito feliz. Acredita que és muito desejado e amado cá por casa. Os sortudos somos nós por te ter aqui connosco. Que a vida te sorria sempre.

7 de setembro de 2015

Primeiro dia de escola do baby D.

Para mais tarde recordar, 07/09/2015. Hoje foi o primeiro dia de adaptação à escola do Diogo. Confesso que me custou mesmo muito as duas horas em que ele lá esteve. Deixá-lo pela primeira vez ao cuidado de pessoas que não eu, o pai ou os avós foi uma prova de fogo a este coração de mãe galinha. Os olhos das novas "cuidadoras", "educadoras" do Diogo nunca serão os meus olhos, os olhos do pai, ou os olhos dos avós que tão bem trataram dele desde os 5 meses, mas espero profundamente que seja uma etapa feliz. Que o Diogo se adapte e que goste. Que aprenda, e que continue a ser uma criança feliz e confiante. É o que eu desejo.
Hoje estou nostálgica. Apesar do dia ter corrido bem (depois volto a desabafar sobre os meus sentires, a escolha da escola e a primeira impressão do Diogo sobre o dia de hoje), hoje sinto-me carente. Apetece-me chorar, e fazer explodir este turbilhão de sentires que me invade o corpo e a alma. Penso em tudo e mais alguma coisa. Não sei desligar. Um pensamento gere outro, e outro e outro,... e a minha cabeça não descansa. O tempo voa depressa demais. E como eu gostava de ter mais tempo com eles e para eles.

6 de setembro de 2015

Férias em fotos. A piscina.






Porque hoje estamos todos nostálgicos cá por casa...

4 de setembro de 2015

Férias em fotos. A praia.








Porque foram dias bons. Muito bons.

2 de setembro de 2015

As primeiras férias a 4.

Férias são férias mas a verdade é que parti para estas primeiras férias a quatro com muita vontade, muita ansiedade mas com as expectativas baixas. Com dois bebés, um de 33 meses e outro de 4 meses, estava preparada para não ir à praia, para não dormir de noite e para conseguir com sorte dar um ou dois mergulhos nas piscinas do empreendimento maravilhoso onde ficamos. Estava preparada para não ler e para não conseguir ver séries. A verdade é que li, revistas cor-de-rosa mas li. Não vi séries mas fui todos os dias à praia e à piscina. Acordei de 2 em 2h de noite para dar de mamar mas fui dormitando nos intervalos. Sobrevivi. Tive uma grande, mas mesmo grande ajuda: os meus pais comigo. O que me permitiu não ter de me preocupar com almoços e jantares e com as sopas do Diogo. Só isto deu-me folga para conseguir concentrar-me nos pequenos e conseguir gerir as coisas, e o cansaço. As refeições em família são lindas mas ainda não as domino. Com as mamadas do mais novo, e as sopas do mais velho (que não prescindo de lhe dar) as refeições podem tornar-se os momentos do dia mais stressantes. Os meus pais safaram-me desta parte. 

Quanto à praia, estava com receio de levar o Dinis. O pediatra não aconselha praia até aos 6 meses nem mesmo o protetor solar. No entanto, e conscientemente resolvi que o iria levar comigo de manhã à praia. Foi no babycoque e ficou sempre debaixo do guarda-sol. Portou-se lindamente. Estava lá com ele e dava de mamar sempre que pedia. Dormiu umas belas sonecas o que me permitiu usufruir da praia nesses momentos e brincar com o mais velho, que também merece. Não me arrependi da opção de descomplicar e o levar comigo. 

Mas o que mais me custou nas férias foram as viagens. 600km com dois bebes não foi fácil. O Diogo portou-se lindamente e foi cantarolando umas músicas connosco e dormindo nos intervalos. O Dinis na ida dormiu imenso e acordou sempre quase perto de estações de serviço, o que permitiu encostar e dar logo mama antes que soltasse a goela. Mas na viagem de regresso… ui… pouco dormiu e resolveu berrar desalmadamente no babycoque. De tal modo que nos fez parar em plena autoestrada para eu conseguir passar para o banco de trás e entretê-lo. Andei entalada centenas de quilómetros entre o isofix do babycoque e a cadeira cybex sirona do Diogo que de pequena não tem nada. As minhas costas ainda hoje se queixam. Foi horrível a viagem e só me apetecia chorar de desespero de não o conseguir calar. Acho que paramos em todas as estações de serviço. Tirava-o do babycoque e o pequeno era só sorrisos, colocava-o lá e começava o berreiro. Acho que o príncipe mais novo gostou do Algarve e não gostou nada de vir embora. Há que mostrar o desagrado. 

A verdade é que também me custou vir embora. Foram dias fantásticos. Muito sol, sorrisos, família (já disse que tivemos o privilégio de também ter o meu irmão connosco?!), praia, piscina, mimos e aventuras. Ver o Diogo delirar com a praia e com o mar valeu tudo!

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