31 de março de 2016

Do segundo filho. Coisas de mãe.

Quero tanto mas tanto ser justa com os dois, dar na mesma medida, empenhar-me com o mesmo sentido porque o amor é igual. O amor é igual. Simples. Disso não tenho a mínima dúvida. Mas o cansaço esse é não é igual, e por vezes trai-me e parece que não dou o mesmo agora ao mais pequeno que dei na altura ao mais velho. E pensar nisso dá-me cabo dos nervos. 

30 de março de 2016

Já anda!


Parabéns meu pequeno príncipe! Já andas! Caramba, é sempre tão emocionante vê-los crescer e a dar os primeiros passos sozinhos. Que marco! ♥

[29 março 2016, 11meses]

27 de março de 2016

Das tradições doces.


A propósito das tradições e do que fazemos delas. Há uma que temos conseguido manter: a caça aos ovos de Páscoa. Por cá acontece no domingo de ramos, e a cada ano que passa o príncipe mais velho delira mais e mais com esta aventura. Para o ano o baby D. mais pequenino também já vai entrar na corrida. Vou gostar de ver!

Boa Páscoa. Com saudades da Páscoa de outros tempos.

Tenho saudades da Páscoa na aldeia, daquela Páscoa junto dos meus bis-avós e também avós. Saudades do cheiro a cabrito assado no forno de lenha. Saudades da azáfama desse dia. Da família reunida. Saudades do cuidado das minhas avós em ter tudo limpo e arrumado, a melhor toalha estava na mesa, com o prato das amêndoas em cima, o copo com o melhor vinho e ao lado o envelope estrategicamente colocado. Sim, o envelope para o senhor padre, pois claro. Saudades dessa mesa aprumada para receber o compasso que entrava e cumprimentava os meus avós pelos nomes. Nós, os mais novos, passávamos a tarde apostar em que estado o senhor padre chegaria, estado esse que variava entre o muito alegre ou simplesmente alegre. As gargalhadas que soltávamos, tão boas. Saudades de apanhar os verdes mais bonitos do jardim e os colocar na entrada da porta, como se de uma bela passadeira se tratasse. E até era, a mais bela de todas. Saudades de ouvir os compassos, muitos compassos, de ver as famílias dos amigos e dos vizinhos, lá da aldeia, todas reunidas.
A minha Páscoa era assim até aos meus trinta anos, mais coisa menos coisa. Muitos anos, muitas saudades. Hoje a minha Páscoa é diferente. Os meus filhos não vão conhecer essa Páscoa e eu tenho pena. Mas vão ouvir histórias, muitas histórias dessa Páscoa da mamã e disso eu não abdico, eles que arranjem lá paciência para me ouvir, que estas histórias não se podem perder.

26 de março de 2016

11 meses.


Agora que já ando a pensar na festinha do primeiro aniversário do príncipe mais novo, aqui fica a foto (possível!) dos 11 meses. O meu mais pequeno continua um risonho, e o bebé mais simpático que conheço. Ouve música e começa logo a dançar. Até pode ser a voz da mamã na suas belas cantorias que vai dar ao mesmo e o rapaz dança logo. Palra imenso e pelo meio vai dizendo um "mamã", "papá" e "olá". É uma delicia ouvi-lo. Bate palmas, faz "cu-cu" e ri imenso! Gatinha "a mil à hora" e é preciso estar sempre em cima dele. Põe-se de pé e anda agarrado a tudo que consegue. Já deu 2 ou 3 passos várias vezes sozinho mas ainda precisa do seu tempo e de se sentir confiante nessa aventura que é andar sem ajuda. Acho que ainda não está preparado. Tem 5 dentes. Não bebe nada de biberão, nem usa chupeta. Rejeita todas. Logo havia de me calhar um bebé que não gosta de chupeta! Mas adora mamar, oh se adora! Nunca imaginei chegar aos 11 meses do baby D. e ainda estar amamentar, do Diogo foram apenas três, quatro meses. Mas a verdade é que é um momento tão cúmplice, tão nosso que acho que vou sentir muitas saudades quando ele resolver que já chega. Podia era dormir a noite toda e não pedir mama 3/4 vezes durante a noite. Essa é a parte que mais me custa, o não dormir uma noite seguida. Por vezes, sinto-me a ficar louca com a falta de descanso mas depois este pequeno ser sorri e tudo muda. Isto de ser mãe é uma contradição. Tanto estou perto da loucura como me sinto a mais abençoada de todas as pessoas. 

24 de março de 2016

12 dias.

E passaram 12 dias sem conseguir vir cá... nota-se muito que ando cansada e sem tempo? Há alturas assim não é? Em que o tempo que tenho livre aproveito para dormir. Por vezes lá tento ver alguma série, um filme, ler um bocado,... mas em cinco minutos apago. O baby D. quase a fazer 12 meses continua a mamar de noite três e quatro vezes... o trabalho tem sido muito, o descanso pouco e a semana passa a voar. Que venha o fim de semana prolongado, o mimo, e que venha a primavera de vez, e sol bom, as andorinhas e o cheiro a flores e tudo e tudo... para ver se as coisas animam!

12 de março de 2016

O escritório cá de casa é de todos. ♥

E talvez seja o local da casa que mais aprecio.

8 de março de 2016

Aiiiiii....

... que eu queria mais tempo. Queria não me sentir exausta todos os dias. Queria não chegar às dez da noite como se fossem três da manhã. Queria não acordar três e quatro e cinco vezes de noite para dar de mamar. Queria não dormir toda torta e em posições pouco ortodoxas para não acordar o pequeno. Queria ter tempo com o meu gajo, só com ele e sem horas marcadas por sonos, e fraldas e biberões e birras. Ai o que eu queria! :)
E o euromilhões. Sim também queria o euromilhões.

6 de março de 2016

A cor dos meus dias.




Adoro registar momentos. Experimentar a máquina fotográfica nova, neles. Tudo faz sentido com eles e para eles. São a cor do meu mundo. 

5 de março de 2016

36.

Ontem completei trinta e seis anos. Custa-me pensar na idade que o meu cartão de cidadão mostra. De todo que não me sinto com trinta e seis anos. A verdade é que já são muitos anos. Os vintes há muito que passaram e os trinta correm à minha frente.
Mais do que nunca vejo os dias, as semanas e os meses a passarem a uma velocidade estonteante. Cá por casa, andamos cansados, felizes, mas cansados fisicamente. Dois príncipes pequenos, que ainda dependem tanto de nós, uma vida sempre a correr, preenchida por escolas, avós, empregos e casa faz com que o tempo que sobra fique reduzido a quase nada. Tentamos sobreviver dia após dia, e é nesta correria que vejo os dias, semanas, meses e anos a passar. E às vezes tenho pena que assim seja. Gostava tanto de conseguir respirar fundo, tratar mais de mim, de brincar mais com os meus pequenos, cuidar do meu marido, gostava de preparar jantares catitas, e de saborear um copo de vinho com a calma que ele pede. E não consigo. Não tenho conseguido. Sinto-me esgotada fisicamente.
Que este ano que ontem para mim começou me traga saúde, mais paz, mais força e principalmente mais serenidade. E tempo. Tempo bom, para mim e para os meus.

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