27 de setembro de 2016

Mas os putos não podiam ser mais sossegados?

Ser mãe de dois meninos a transbordar energia não é fácil. O Diogo no auge dos seus 3 anos está na fase de brincar aos polícias e ladrões, às corridas e às pistolas, às espadas e aos carros. Só está bem a correr a casa toda e a brincar ao faz de conta e aos tiros. Deixo-o dar largas à sua imaginação o mais que consigo. Tudo bem até passar de "faz de conta" para "faz mal ao irmão", aí passo-me. Muitas vezes sinto que ele só está a brincar mas não mede a força e a coisa corre-lhe mal. Outras vezes percebo bem que o faz intencionalmente e além de lhe chamar à atenção fico sem saber muito bem o que fazer mais para evitar estas "guerras". Não podiam brincar felizes e contentes a coisas mais calmas? Às vezes fico com o coração do tamanho de uma ervilha, como hoje que repreendia o Diogo por ter empurrado o mano, e o piolho de ano e meio enquanto me viu de costas, subiu a cadeira mais próxima, balançou-se nas costas dela e atirou-se de cabeça. Ainda estou a ouvir repetidamente na minha mente o som forte e seco da sua queda aparatosa. Tem a testa que mete dó e eu o coração pequenino. Não posso estar concentrada num que o outro só faz asneiras. Isto de ser mãe de dois rapazes é do caraças. Bem que podiam deixar as pistolas e as corridas e brincar sentados às bonecas de quando em vez!

23 de setembro de 2016

Diferenças entre apartamento e moradia.

Estando o maridão fora, conseguir tratar sozinha dos dois de manhã. Sem choros, sem stresses porque estão presos algures (o medo das muitas escadas era muito). Hoje, brincaram, comeram, arrumamos os quartos e saímos de sorrisos nos lábios. Não desci 3 andares de escadas com os dois ao colo, não subi duas e três vezes as escadas que separavam a cozinha dos quartos. Não cheguei ao trabalho com a sensação de ter corrido uma maratona. Deixei a casa em ordem. Oh vida boa! 

21 de setembro de 2016

Olá casa nova.

Sim, a nossa rica planta precisa de água e sofreu com as mudanças.

Claro que foi uma decisão corajosa. Vendemos a casa e já cá estamos a morar num belo e espaçoso apartamento (provisório) até encontrarmos e criarmos o nosso novo apartamento. Sim, não somos pessoas de moradias (muito menos de 3 pisos como a nossa antiga) e avançaremos para a compra de um apartamento grande e à nossa medida, em planta. Nada de casas. Até lá, com toda a calma e serenidade do mundo viveremos neste apartamento cheio de coisas boas e que já tem tanto a nossa cara. Já temos net e a casa em ordem (a garagem e as mil caixas e caixotes não contam).
Estamos felizes.

18 de setembro de 2016

Querido, vamos mudar de casa (outra vez)!

Aliás, querido já mudamos de casa! Sim, é isso mesmo, passado um ano de termos comprado a moradia (ver aqui) com que sonhamos resolvemos vender. Vendemos rapidamente, simplificamos as mudanças e mudamos para um belo apartamento. Daí a minha ausência nos últimos dias. 

E porquê, perguntam vocês? Se uma moradia (nova) é o sonho de muita gente? Porque a casa era grande demais para nós. Sim, isso mesmo. Não tínhamos tempo útil para usufruir, dos quatro quartos, das duas mega salas, dos dois terraços, ... porque com dois bebés pequenos as escadas e mais escadas da casa não ajudavam e o cansaço era mais do que muito. Sei que muita gente não entenderá esta decisão, mas não é uma casa grande que nos traz felicidade, precisamos sim de uma casa com a nossa cara, com o nosso carisma. Sendo assim resolvemos construir de raiz algo nosso, à nossa medida. E estamos muito felizes com a nossa decisão. Por isso, venham de lá as plantas e os sonhos e que comece a construção do nosso cantinho!

5 de setembro de 2016

Os segundos filhos crescem mas rápido, certo?


O tempo passa para todos de igual forma, é certo. Mas este meu pequeno príncipe está a crescer à velocidade da luz. À velocidade dos nossos dias, sempre com mil e duas coisas de adultos para fazer. E com muito pouco tempo para simplesmente parar e vê-lo crescer, e como ele cresce. Imita o mano em tudo, quer comer sozinho e pega muito bem na colher ou garfo e aí vai ele. Percebe tudo o que lhe dizemos e obedece muito bem a ordens simples: vai buscar os sapatos, dá-beijinho, dá xi, vai chamar o mano para comer a sopa,... Diz mamã, papá, vóvó e vô, papa, água, e tá na perfeição. Fala muito sozinho na linguagem dele, e continua a ser um apaixonado por música e dança. Queria ter mais tempo para registar estes momentos únicos em vídeo. Um dia vou gostar de relembrar o que a minha memória se vai esquecer. Já começo a ter saudades deste tempo de os ter debaixo das minhas asas. De os ver descobrir o mundo e as coisas, de os ver entretidos e felizes a brincar juntos e a rirem-se das asneirinhas que vão fazendo, no seu mundo encantado, no seu quarto da brincadeira.

[Nota-se muito que hoje é o meu último dia de férias, e amanhã regresso ao trabalho?]

3 de setembro de 2016

Mas o que é isso do minimalismo? Faz-nos falta esta “moda”?

Ora bem, a minha vida, ou melhor a vida de todos cá de casa, está novamente em processo de mudança (um dia sentirei necessidade de escrever sobre isso, mas hoje não é o dia). Bem, mas nesta fase de mudança, senti uma vez mais necessidade de destralhar a minha vida. A verdade é que sinto este impulso de quando em vez. Porque na verdade por mais que pense desfazer-me de objectos, roupas, bijutarias, etc... que sei que estão a mais cá em casa e que não são usados, muitas vezes custa-me e desisto. Quer pelo valor sentimental, pelo dinheiro que custaram, ou mais estupidamente por pensar que um dia ainda me vão ser úteis. Mas, é óbvio, que não os vou usar, se não me fizerem falta no último ano, é irreal que me voltem a fazer falta. 

Claro que não tenciono ter uma casa “despedida” de tudo. Quero uma casa real, cuidada, mas simples e minimal. Não quero objectos que não uso, não quero quadros e quadrinhos, que só dão trabalho a limpar. Não quero o meu armário cheio de roupa que não uso e que não me deixa ver a roupa que quero usar. Fazendo-me perder tempo e paciência na hora da escolha. Não quero uma casa que custe limpar, nem que me faça perder tempo precioso com os meus. Não quero viver para a casa, quero viver para mim, e para as minhas pessoas. Mas... também não quero uma casa sem vida, uma casa fria. Quero sim uma casa com os objectos certos, com as cores certas, quero vida nas paredes certas. Quero pormenores, apenas alguns detalhes que façam a diferença. Quero uma casa onde me sinta bem. 

Por isso, esta coisa do minimalismo, para mim faz sentido sim. Um minimalismo à nossa medida. Faz todo o sentido despachar o que nos impede de respirar. Do que nos impede de ter mais tempo útil. Despachar as coisas que enchem a nossa vista, que poluem a nossa mente, para conseguirmos viver mais e melhor. (Sim, se conseguir perder menos 2/3 horas por semana a organizar\limpar\tratar da roupa e da casa sou menina para ficar muito feliz!). Por isso, por cá vamos começar esta empreitada: fazer do menos mais. Devagar, mas havemos de lá chegar!

[Sim, o objectivo é despachar muitas coisas, mas não as vou deitar ao lixo que isso não faço. Vou vender, doar, oferecer, dar a familiares,....]

1 de setembro de 2016

Conversas de um miúdo de 3 anos.

Cenário: Mano mais velho e eu sentados no sofá a folhear álbuns de fotografias.

D. - Mas mamã, onde estava o Dinis quando eu era bebé?
ML - O Dinis ainda não existia. Nós, os papás, nessa altura só tínhamos um bebé que eras tu.
D. - Mas nós tínhamos de ter sempre o Dinis. Assim não pode ser.
ML - Mas tu eras pequenino, eu e o papá tínhamos de cuidar primeiro de ti.
D. - Não pode ser. De certeza que o Dinis se escondeu nas fotografias. É marotinho.

[Ou de como, o mano mais velho não se lembra de ser filho único. Para ele, o Dinis sempre existiu. Ou de como, a vida não faz sentido sem o mano. Ou ainda, de como há coisas muito boas em ter dois bebés de idades próximas.]

Vamos setembro, estou pronta!

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