28 de julho de 2017

Viajar com crianças. Paris. Dia 4.

Este foi o dia mas fácil. E porquê? Porque já estava com o coração cheio de ter tido 3 dias tão intensos e que tinham corrido tão bem, que este quarto dia foi para usufruirmos da cidade em todo o seu esplendor. Os miúdos já estavam cansados, era notório. Sentimos que nos iam pedir muito mais colo do que nos dias anteriores e então resolvemos respirar a cidade com toda a calma, e sem grandes expectativas. 




Começamos por apanhar o metro até à Place de la Concorde. Espreitamos o Jardin des Tuileries e depois percorremos a pé um longo caminho mesmo junto ao Sena. 




Os pequenos iam explorando a zona, admiravam-se com os “barco-casas” que íamos encontrando até chegarmos à famosa Pont Alexandre III. Linda que só ela esta ponte. Adoro.



Bem, atravessamos a ponte, e caminhamos até ao Hotêl dos Invalides, sempre com a torre Eiffeil em vista. Continuamos pela Ecole Militaire e aterramos no Parc Champ de Mars mesmo junto à torre Eiffeil. Aqui descalçamos as sapatilhas, compramos umas baguetes francesas e fizemos um piquenique.



Os miúdos deliraram, fizeram ginástica, brincaram e correram até mais não. O tempo ajudou, e nós descansamos e admiramos mais uma vez a imponência desta obra de arte, símbolo de Paris.



Já satisfeitos de brincadeiras e de barriga composta fomos até à Opera National de Paris e, também, espreitar as majestosas e luxuosas Galeries Lafayette que ficam mesmo ao lado.



Mas bem, depois voltamos ao apartamento e depois de umas belas sestas o melhor do da ainda estava para vir. Aproveitando o por do sol, e a bela luz de Paris fizemos um passeio de barco para descobrir Paris de outro modo. Nós adoramos e os miúdos deliraram. Que passeio deslumbrante para finalizar, em beleza, um dia que me deixa tantas saudades!








22 de julho de 2017

SEA LIFE Porto

Hoje foi dia de rumar ao Sea Life e dar a conhecer aos pequenos o aquário aqui da nossa cidade. Eles deliraram com os peixes, com as raias e com a tartaruga gigante que por lá andava. Eu não contava mas, tanto um como o outro, tiveram medo dos tubarões. Sempre que viam um achavam que ia comer as raias e, então escondiam-se os dois para não verem o "terrível desfecho que estavam a imaginar". Quanto a mim, gostei do espaço, cuidado, limpo e com funcionários atenciosos para com as crianças.  O novo espaço exterior precisa ainda de umas sombras e de um ou outro divertimento para crianças mais pequenas. Mas este pequeno recanto exterior com mesas, um pequeno café, escorregas e relva para correrem dá muito jeito para fazer uma paragem a meio do percurso e aproveitar para dar o lanche aos miúdos.
Não se compara com o Oceanário de Lisboa, e não acho que tem de haver essa comparação, são distintos. Não achei o Sea Life pequeno, se fosse maior acho que ia ter de andar com os dois príncipes ao colo porque não aguentavam mais. No entanto, achei bastante caro: 13,50€ adultos e 9,50€ crianças dos 4 aos 11. Fica a dica para comprarem bilhetes online que fica um pouco mais barato.








15 de julho de 2017

Coisas aleatórias que ocupam a minha mente.

Passei o dia nostálgica. As saudades que eu tenho de ter silêncio em casa, de não ter horas para acordar ao fim de semana. Que saudades que eu tenho de ter o meu tempo. De sentir que faço alguma coisa por mim e para mim. Que saudades que eu tenho de sentir que tenho tudo organizado e tempo para estar pausadamente a desfrutar da companhia do meu rapaz. Que saudades que eu tenho dos fins de semana sem horas só com a minha pessoa. 
Os miúdos estão numa fase mesmo cansativa. Só querem a mãe para tudo (ai esta ligação dos rapazes com as mães tão especial mas tão exaustiva!). Estão numa fase em que têm dois milhões e mais alguns brinquedos mas querem sempre brincar com o mesmo. Mesmo que existam dois iguais, arranjam sempre forma de querer o mesmo porque há sempre qualquer coisa diferente. Competem em tudo: por quem chega primeiro à garagem, quem chama o elevador, quem toca à campanha, quem se agarra mais à mãe,... uma canseira. Às vezes dou por mim a querer andar e tenho um agarrado a cada perna. E chego a andar assim cá em casa (às vezes até disputam a mesma perna!). E eu pergunto: "meninos e se eu tivesse mais um filho como é que resolvíamos isto?", resposta pronta: "olha era mas um que ficava a chorar". Mãe sofre...

12 de julho de 2017

Conversas de um miúdo de 4 anos. Chupar.

Cenário: um parque infantil.
Diogo estava a brincar com um frasquinho de bolas de sabão. Ele fazia e outros meninos corriam sorridentes atrás das bolas que voavam. Até que uma menina, a Maria, lhe pediu para ser ela a fazer. Ele passa-lhe o frasco e ela olhou para o frasco meio desconfiada sem saber muito bem como fazer. Vai daí, prontamente, declara o Diogo:
- "Chupa Maria! Chupa!"
Risota geral entre os pais que assistiam à cena!
- "Não é chupa, Diogo. É sopra!" - tento eu esclarecer já perdida de riso.

10 de julho de 2017

Foi há 1 ano! Às vezes ainda parece irreal!


"Pouco importa... pouco importa... 
 Se jogamos bem ou mal... 
Queremos é levar a taça para o nosso Portugal!"

Ai que somos tão solidários mas tão pouco cívicos!

Portugal é um país solidário. Dizem. Eu acredito. Mas somos tão mas tão pouco cívicos.

Saio de trabalhar e começo mentalmente a delinear o percurso que tenho de fazer e todas as tarefas que tenho de cumprir até me sentar para jantar. Ir buscar "isto", ver se ainda chego a horas para levantar "aquilo",  ligar avó para saber como estão os miúdos, sincronizar-me com o marido, etc, etc...
Estaciono o carro num dos locais onde precisava de ir. Saliento que estaciono num local próprio para estacionamento. Tudo direitinho, portanto. Já estão adivinhar o que se passou certo? Mas bem, vou tratar do que preciso e demoro 5 min até voltar ao carro. E eis que alguém estacionou em segunda fila, de tal forma que me impedia de sair. Respiro e penso: alguém me está a ver. Não, não estavam. Passam 2 minutos, ninguém aparece e buzino só para mostrar que estou ali. Passam 15 minutos e já eu toda buzinava! Passam 30 minutos e eu estava quase quase a chamar a polícia e surgem 2 homens que calmamente entram no seu carro e partem. Sem uma palavra. Sem um gesto. Nada. Pegam no carro e vão à vidinha deles!
Estive 30 minutos ali à espera apenas e porque fiz questão de estacionar num dos locais devidos!! Estes seres chegam, estacionam onde querem, despacham a vidinha deles e seguem a sua rotina normal! Estou possessa! Que falta de tudo! 

8 de julho de 2017

Viajar com crianças. Paris. Dia 3.

Este era o dia mais aguardado. Não só porque o papá fazia anos mas como era o dia em que íamos finalmente subir à Torre Eiffel (deixamos passar o fim de semana imaginando que a confusão nesses dias fosse maior), e eles só por isso acordaram entusiasmadíssimos. Foi o dia que aproveitamos para passear, e brincar muito. Bem, acordamos e depois do pequeno almoço fomos de metro até à zona do Trocadéro e mal saímos da estação ficamos todos fascinados com a imponência da Torre. (De salientar que o Diogo ia no metro como se tivesse andado de metro a vida toda. Queria ir sozinho, na maioria das vezes de pé, e sempre admirar toda a gente.)







Por mais vezes que visitemos Paris, por mais anos que passem a Torre continua deslumbrante e avassaladora. Que imponente que é esta torre!
Claro está que o fascínio pela Torre passou em menos de 2 minutos aos meus ricos filhos. Rapidamente descobriram que o chão em mármore, na zona do Trocadéro, dava uns fabulosos escorregas e não mais pararam de escorregar durante longos e longos minutos. 



E pronto já com os pequenos bem sujinhos e felizes começamos a descer pelos jardins do Trocadéro até junto à Torre. Saliento só o grande perímetro de segurança mesmo antes de chegar à torre. O risco de atentado está no auge e foi essa a grande diferença que senti desta visita a Paris relativamente às outras duas vezes que lá tinha estado: o nível de segurança, o exército nas ruas, as revistas e mais revistas em todo o lado que íamos.
Mas bem, com risco de atentado ou não, não resistimos e subimos à torre. E a vista sobre Paris continua mágica! Que vista! Que imponência. Que grandiosidade.









É tal o fascínio que a torre exerce em nós que optamos por almoçar mesmo ali, num jardim mesmo ao lado. Fizemos um piquenique na relva com baguetes francesas e mais uma vez os miúdos aproveitaram para correr e gastar energias.




Depois já de barriga cheia fomos passear junto ao Rio Sena, fomos a pé até à Ponte de l'Alma. Onde se encontra a Chama da Liberdade. É uma estátua, que apesar de não ter sido construída com esse propósito, o facto de estar sobre o túnel onde a princesa Diana morreu, passou a ser um memorial não oficial à princesa. E são várias as flores, velas, bilhetes e fotografias que ainda se vê por lá... quase 20 anos após a sua morte! 



Bem, o dia ia longo e após esta caminhada fomos até ao apartamento dormir a sesta. E que bem que nos soube a todos! Ao final do dia, saímos para jantar e comemorar o aniversário do papá. Os príncipes já tinham as energias carregadas e não faltou boa energia e muitos sorrisos. E birras pelo meio, claro está, mas isso já sabemos que faz sempre parte do pacote!

2 de julho de 2017

Coisas aleatórias que ocupam a minha mente.

Estou numa fase em que a minha cabeça não descansa. Estou a dormir e tenho sonhos, (e outros tantos pesadelos!) que me deixam exausta e acordo, sempre, com a sensação de não ter descansado o suficiente. Esta semana sonhei que Portugal tinha entrado em guerra (acho que o meu coração ainda não conseguiu descansar depois da tragédia de Pedrogão e das histórias de vida que li) foi um desespero essa noite. Depois sonhei com trabalho e outras mil e duas coisas que ocupam a mente.

Ainda dou de mamar, sim o meu pequenito tem 26 meses e ainda mama. Ele é feliz com isso, eu não me importo (vá na maioria dos dias!) e nada, nem ninguém tem o direito de opinar. E sim, não precisam de falar que se percebe nas vossas caras o que pensam sobre isto.

Cansa-me a hipocrisia e os comentários maldosos que leio e ouço sobre a barriga da Carolina. Há 3 anos era a barriga da outra Carolina, a Patrocínio, que era escândalo porque teve uma recuperação mega rápida e isso não era saudável. Agora é esta Carolina, que para os entendidos, toda aquela barriga não é saudável e está a demorar demasiado a voltar à forma pós-parto. Está tudo louco, só pode. Deviam era estar caladinhos. principalmente as mulheres que já foram mães.

1 de julho de 2017

Conversas de um miúdo de 4 anos.

Diogo: "Mamã os dinossauros já não existem, pois não? Agora é só os ossos não é?"
ML: "Sim é isso. Agora já não existem."
Diogo: "Mas olha, quando os dinossauros não era ossos e andavam aqui no planeta Terra, as pessoas onde estavam?"
ML: "As pessoas não existiam nessa altura."
Diogo: "Mas estavam noutro planeta e vieram depois numa nave?"
ML: "Não. Não existiam em planeta nenhum."
Diogo: "Assim não pode ser. E como nasceram aqui na Terra de repente?"
ML: "Foram nascendo... primeiro nasceram uns animais muito pequeninos... depois outros maiores... e depois evoluíram passado muitos anos e depois nasceram as pessoas."
Diogo: "Mamã vais trabalhar?"
ML: "Sim, filho vou."
Diogo: "Acho que devias ir descansar. Isso não faz sentido nenhum." 

[E esta, hein?!]

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